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| Kûarasy e Îasy (fonte: vídeo promocional https://vimeo.com/202228851) |
| Grafite com Leminski no Fidel |
Até que no último domingo (12/02) tive a oportunidade de conhecer de
perto a galera da Xamã quando organizaram, em conjunto com o CasaTreze Studio,
o lançamento duas novas cervejas (Îasy e Kûarasy) em um descolado bar da
Trajano (Purple Reis) no evento denominado Apamonama [1].
| Helinho Brandão e Banda no Purple Reis |
Chegando lá, me deparei com um pub jovem, ambiente descontraído e com pessoal bem antenado. Além dos chopes artesanais servidos em torneiras, há cervejas em garrafas e, para comer, boas fatias de pizza. Naquele dia tinha ainda uma galera fazendo tatoos como parte da programação especial. No início da noite, o ótimo jazz do Helinho Brandão e Banda, figura carimbada da boa música curitibana. Ao que parece, ele toca todos os domingos no local.
| Lula e Michel, cervejeiros da Xamã, no lançamento das beras |
Em meados de 2014, resolveram fazer a cerveja como eles gostariam: com pleno controle sobre o produto, utilizando matéria prima de primeira e aproximando a cerveja da arte. Foi com esse intuito que, desde o início, buscaram estabelecer parcerias com coletivos/artistas da cidade a cada nova receita, misturando cerveja com arte de forma efetiva.
Ao longo de sua existência, antes desses últimos lançamentos, já tinham feito diversas parcerias, tais como:
- English Pale Ale, com @vitorsquash, idealizador da marca;
- AmarguIPA, com Eduardo Milek, uma American IPA;
- SummerIPA, com Estelle Flores (@estelleflores), uma Session IPA;
- Boiuna, com Das Nuvens, uma Pilsen;
- Yunaluna, com Wake Up Colab, uma Dark IPA;
- Yagé APA, com CCC - Clube da Colagem de Curitiba;
Agora a Xamã tem como meta para meados de 2017, abrir junto da pequena fábrica, localizada no Boqueirão, um espaço para receber degustadores e ampliar a produção. A depender do sucesso da empreitada, quem sabe poderão se dedicar exclusivamente a produção de suas beras, já que atualmente ainda dividem tempo com seus empregos durante a semana.
| Tábua de cervejas oferecidas no evento, com destaque para as duas da Xamã |
Enfim, inovando na linguagem e nas cervejas, a Xamã apresenta-se, de fato, como outra boa alternativa de cerveja artesanal no mercado de Curitiba, reflexo de uma verdadeira revolução em curso não só nessa cidade, mas em grande parte do Brasil. Que seus cervejeiros continuem inspirados na busca por representar com sabor, a arte. Os apreciadores como eu agradecem.
Nota: [1] nome que vem do tupi antigo e significa misturar, remexer.
Nota: [1] nome que vem do tupi antigo e significa misturar, remexer.


